E ainda se fala da taça das bolinhas...



Por Fábio Laudonio

Primeiramente gostaria de pedir desculpas por minha quase eterna ausência no Blog. Ficar mais de um mês sem postar não é digno de um blogueiro (se é que posso me proclamar assim).

As últimas semanas foram muito movimentadas no mundo da bola (aposentadoria do Ronaldo, Roberto Carlos indo para a Rússia, seleção sub 20 sendo campeã e dando show) e por ai vai.

Porém, o principal assunto da mídia esportiva foi à decisão estapafúrdia da CBF de entregar a taça das bolinhas para o São Paulo e, na semana seguinte, homologar o título de 87 do Flamengo e pedir a taça de volta!

Não me surpreendi com essa decisão, pois a CBF é especialista quando se fala na politica do pão e circo. Sempre quando citam o nome Ricardo Teixeira eu o imagino como aqueles donos de emissoras do interior: sentado com os pés na mesa, calçando um par de chinelos havaianas com um palito na boca. O típico coronel tupinambá.

Achei que o picadeiro havia encerrado suas atividades depois que os títulos homologados a Palmeiras e Santos (que pasmem fez o verdão ser campeão brasileiro duas vezes no mesmo ano) tinham sido proclamados pela imprensa aos quatro ventos. Mas, em se tratando de CBF e seus micos amestrados, sempre podemos nos surpreender...

Não vou ficar aqui explicando o que aconteceu na famigerada e já morta (porem jamais enterrada) Copa União (essa sim merecia o apelido de Jason). Todos já cansaram de ouvir essa historinha nefasta sem pé nem cabeça que assombra os sonhos de alguns torcedores.

Eu acho que o Flamengo foi o campeão de 1987 (tudo bem que sem chancela da CBF na época poderia ser considerado um torneio quase que pirata). E também acho que o Sport foi campeão.
O que não entendo é: Porque o Flamengo, que no caso seria penta desde 1992 foi correr atrás da taça das bolinhas só depois que outro clube alcançou o feito do penta nacional? Arrogância? Desleixo? Nunca saberemos.

A única certeza que temos é: A CBF conseguiu finalmente minar o clube dos 13. Ela fez com que os três clubes de maior torcida do país (Corinthians, Flamengo e São Paulo) se odeiem. Com isso, o caminho estará livre para Ricardo Teixeira e a Globo continuarem a mandar e desmandar no futebol brasileiro por muitos e muitos anos.

E a taça das bolinhas? Bom, a taça das bolinhas não passa de um objeto de mau agouro, que simboliza tudo que é de podre na história do futebol brasileiro, e devia ser derretida como símbolo de uma era que ainda estamos tentando esquecer...


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Neymar e Ganso já são melhores que Robinho e Diego?





Por Fábio Laudonio

Depois da acachapante vitória da seleção sub 20 ontem contra o Paraguai ( com um show de Neymar) me peguei pensando: Será que a dupla Neymar e Ganso já é melhor que Diego e Robinho?

Robinho e as famosas pedaladas contra o Corinthians, na final do Brasileirão de 2002

Analisemos os fatos: Diego e Robinho surgiram naquele time até então desacreditado do Santos em 2002. Foram os protagonistas de uma ótima equipe que contava com craques como Elano, Renato , Léo e Alex. Conquistaram o título depois de vencerem adversários como São Paulo e Corinthians. Ambos foram para a Europa e não explodiram da forma que todos esperavam: Robinho fracassou no Real Madrid, foi para o Manchester City onde também não teve muito destaque, e hoje amarga o banco do Milan.

Diego atuando pelo Santos

Diego foi para o Werder Bremen, da Alemanha, onde conseguiu fazer boas temporadas, o que lhe rendeu uma transferência para o Juventus, da Itália. Na velha bota, o meia fracassou, e teve uma volta melancólica ao futebol alemão que tanto o acolheu.

Ganso comemorando um gol

Já Neymar e Ganso estão indo em caminhos opostos a dupla santista de 2002. Ganso se machucou no meio do ano passado, mas já provou do que é capaz no começo de 2010. Com passes precisos e jogadas cerebrais, o meia mostrou um talento que há muito tempo não se via nos gramados brasileiros.


Neymar e uma de suas danças comemorativas

Neymar desponta como sendo o melhor jogador brasileiro em atividade no país. Sua atuação de gala contra o Paraguai pelo mundial sub 20 assombrou o mundo. Dribles desconcertantes, arrancadas ousadas e arremates precisos. O futebol show do atacante de apenas 18 anos é a verdadeira imagem do futebol arte

















E para você, leitor do blog, qual dupla foi melhor: Diego e Robinho ou Ganso e Neymar? Postem nos comentários.
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Messi é o melhor do mundo pela segunda vez. Justo!




Por Fábio Laudonio

Messi realmente é um fenômeno. O argentino, com apenas 23 anos, conseguiu o feito de ser eleito o melhor do mundo pela segunda vez. Gênios como Ronaldo e Zidane, com 3 taças de melhor do mundo cada, não obtiveram essas glórias numa idade tão precoce quanto o argentino.

Messi com a camisa da seleção argentina. Craque ainda não consegue repetir as atuações do Barcelona na seleção de seu país

A temporada de Messi teve altos e baixos: Desde a perda da Liga dos Campeões até o titulo espanhol, embrulhados por uma Copa do Mundo medíocre. Muitos achavam que o título de melhor do planeta ficaria com um de seus companheiros de time, os campeões da Copa pela Espanha Xavi e Iniesta.

Messi erguendo a taça da Liga dos Campeões pelo Barcelona

Mas, mesmo sem ter ganho muitos títulos em 2010, Messi ainda está um degrau acima dos demais. O nível que seu futebol atingiu hoje, com dribles desconcertantes, arremates precisos e objetivos o deixam um degrau acima de todos os seus concorrentes.


Craque é idolatrado pela torcida catalã

Por isso, não duvido que ele estará ano que vem no mesmo pódio, para erguer a taça de melhor do mundo de 2011. Seria o terceiro titulo de melhor do mundo, e por 3 anos seguidos....te cuida Maradona, a Argentina tem um novo rei!


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Eu sou é Tricolor!





Por Fábio Laudonio

Como se por uma coincidência do destino, o hino do Fluminense parece ter sido feito para retratar as várias fases do time no campeonato brasileiro de 2010. Eis elas:

Sou tricolor de coração - Ninguém ousa duvidar que o Fluminense possui um hall de torcedores ilustres. Nomes como Chico Buarque, Nelson Rodrigues e o eterno mestre Telê Santana são algumas das personalidades que já desfilaram com a camisa do tricolor das laranjeiras em anos mais tranquilos do que os recentes, marcados por insucessos em finais de campeonatos e até uma luta para escapar do que seria o terceiro rebaixamento do clube, em 2009 ( havia caído em 1997 para a série B e em 1998 para a série C ). A torcida do Flu, que sempre foi conhecida por ir pouco aos estádios, comprou a ideia de abraçar a equipe do começo ao fim. Uma mudança de postura que acabaria sendo fundamental para a conquista da taça.

O eterno Nelson Rodrigues com a camisa do Flu

Sou do clube tantas vezes campeão – 30 campeonatos cariocas, dois torneios Rio São Paulo, uma Copa do Brasil, um Torneio Roberto Gomes Pedrosa e, a partir de 2011, dois Campeonatos Brasileiros. A primeira conquista de Brasileiro do Flu veio em 1984. Capitaneado por Assis e comandado no banco por Carlos Alberto Parreira, o time venceu uma final eletrizante contra o Vasco da Gama de Roberto Dinamite. Quem diria que a espera para gritar novamente “É Campeão do Brasil” demoraria tanto tempo...


Time do Fluminense campeão brasileiro de 1984

Fascina pela sua disciplina – Nenhum jogador campeão pelo Fluminense esse ano ilustra melhor essa frase do que o argentino Dario Conca. O meia conseguiu o recorde de ter participado de todas as 38 partidas do campeonato, sendo na maioria delas o maestro da equipe, aquele encarregado de municiar os atacantes. Seus companheiros também não ficaram atrás, e ajudaram a formar um time que perdeu apenas 7 vezes , levou 36 gols e fez 62, um saldo positivo de 26.


Conca foi a alma da equipe.

O Fluminense me domina - Muricy chegou ao Fluminense em Abril desse ano. Trazia consigo a desconfiança de grande parte da imprensa, que insistia em creditar seu recente sucesso no campeonato de pontos corridos a estrutura que havia encontrado nos anos em que comandou o São Paulo Futebol Clube, e que culminaram com a conquista de três títulos brasileiros consecutivos. Em 2009, após mais um fracasso na Libertadores, o casamento do treinador com a equipe paulista chegou ao fim. Era hora de respirar novos ares, e Muricy acertou com o Palmeiras para a disputa do Campeonato Brasileiro daquele ano. O treinador começou fazendo um ótimo trabalho, chegando a liderar o torneio com uma grande margem de distância perante o segundo colocado. Contudo, o clima ruim que infestava o Palmeiras acabou jogando o trabalho do treinador no lixo. A equipe caiu de produção e Muricy foi demitido do Palestra Itália.
Na primeira coletiva como treinador do Fluminense, Muricy exaltou o elenco da equipe, e cobrou que a longo prazo fosse melhorada a estrutura do clube. Com sua eterna frase de “ aqui é trabalho meu filho”, o treinador blindou o elenco do clube carioca, implantou sua filosofia e levou o Flu ao seu segundo titulo brasileiro na história. De quebra, Muricy ainda se tornou o treinador que mais vezes ganhou o campeonato Brasileiro em uma década: quatro vezes, superando Rubens Minelli, com três conquistas, e tirando de si o estigma de que a estrutura do São Paulo que o propiciou a ganhar as taças, e não o seu talento natural em montar equipes competitivas....

Muricy: Mais um título do "homem trabalho"

Eu tenho amor ao tricolor
: É o que cantam os tricolores de norte a sul do país a essa equipe de guerreiros. Parabéns Fluzão!

Fique abaixo com um vídeo, feito pela Adidas, mostrando lances da conquista:










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Festa do Caqui


Tá rindo de que Juvenal?

Por Fábio Laudonio

Festa do Caqui é um termo muito utilizado para se retratar uma situação de verdadeira bagunça. Então nada mais plausível para mim em imputar essa alcunha nada honrosa a atual fase do São Paulo Futebol Clube no Brasileirão 2010.

Lembro que falei para amigos a longos meses atrás a seguinte frase: “Depois de não termos ganho um clássico no Paulistão, de termos sido eliminados da Libertadores pifiamente, de estarmos virando freguês de uma penca de times, essa “equipe” que atualmente enverga a nossa ainda gloriosa camisa não pode fazer mais nada que possa nos envergonhar ainda mais”. Mas, ao que parece, a cada rodada, eles tentam se superar, a ponto de caminhar, a longos passos, rumo à suprema vergonha que uma equipe de futebol pode passar: Lutar para escapar do rebaixamento.

Posso escrever aqui n textos sobre como o Tricolor chegou a essa situação pífia, que vão desde uma diretoria sem comando a jogadores que os nossos “humildes e amados” cardeais nos empurraram goela abaixo (90% deles de qualidade muito duvidosa). Sou obrigado, ainda por cima, a notar que a principal preocupação de nossa torcida seja que o time não irá a Libertadores 2011, levar a sua surra ultimamente habitual para algum irmão brasileiro.

Libertadores, por sinal, que é um pouco culpada por algumas de nossas mazelas. Desde 2007, montamos para essa competição elencos medíocres. Se perder, tudo bem, afinal, ano que vem estaremos lá novamente. Essa mentalidade retrógrada e conformista nos trouxe n recordes negativos na competição até então inimagináveis para a nossa camisa.

Não adianta a torcida ficar pensando em ir a Libertadores, para o mesmo circo de 2010 ser repetido em 2011. Precisamos nos esforçar em mudar a nossa mentalidade e a do clube em achar que só a Libertadores presta. Estamos faz tempo usando o Paulistão de treino de luxo, e de chacota para nossos rivais nos eliminarem nas semifinais. A torcida humilha a Copa do Brasil, dizendo ser um torneio de quinta categoria que, diga-se de passagem, passamos muito tempo disputando, e não ganhamos nenhuma.

Falar que precisamos contratar jogadores de mais qualidade, dispensar as laranjas podres e subir ainda mais a base é bater na tecla da obviedade. Contratar um treinador também faz parte das necessidades básicas de um departamento de futebol coerente. Não me preocupo com Libertadores 2011, e sim em ter de volta a nossa estrutura, que é e sempre será o motivo de orgulho do São Paulo Futebol Clube.



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