Falta raça ao São Paulo?



A pergunta que ilustra o título desse post é exatamente a mesma que me fiz ao sair ontem do Morumbi, depois de mais uma derrota em clássicos decisivos.

Não acho normal uma equipe ser tão derrotada pelos rivais regionais como anda acontecendo com o tricolor. Desde 2007 consigo contar nos dedos os jogos que vencemos diante de Palmeiras, Corinthians e Santos. Agora os que perdemos já não teria mãos para enumera-los.

Concordo com quem disse que Carpegiani substitui errado e está escalando mal a equipe (volto a dizer que acho uma verdadeira demência colocar três velocistas em campo sem nenhum finalizador na área). Acho um esquema tático porco, e falho, e os últimos resultados que obtivemos ( vitórias magras e suadas contra times inexpressivos por 1 a 0) provam que minha opinião pode não estar tão longe assim da realidade.

Hoje aproveitei a folga do domingão de feriado e resolvi assistir a outra semi final, envolvendo Palmeiras e Corinthians. O verdão teve o zagueiro Danilo expulso logo no começo do jogo, depois de uma falta dura em Liedson. O Corinthians, por sua vez, tem uma equipe hoje um pouco inferior aos demais rivais.

Ambas as equipes, cada uma com seu calcanhar de áquiles , correram os noventa minutos, com jogadores dando carrinho até a bandeirinha, mostrando uma vontade tenebrosa de vencer a partida e humilhar seu rival regional.

Já no jogo de ontem pude perceber que, além dos problemas de desfalques e escalações, o São Paulo padece de não ter um, digamos assim espirito de clássico. O time entra para um jogo de tamanha importância como se fosse uma simples partida contra o Linense às 16 da tarde em Lins...

Um lance que ilustra bem essa suposta apatia é o do segundo gol do Santos: Neymar entra na área e para, isso mesmo para, fica um tempaço com a bola no pé tendo um zagueiro tricolor a sua frente. Ele espera Paulo Henrique Ganso chegar até a área e rola na maior tranquilidade para o meia santista estufar as redes.

Penso que um clássico é como se fosse uma guerra (no bom sentido). Não se pode entrar numa partida de tamanha importância para o torcedor como um jogo qualquer. Alguns atletas do tricolor andam saindo de campo com o uniforme limpinho...

Gostaria que os jogadores tivessem o espirito de um atleta que ano passado foi muito criticado, mas que hoje, na minha visão, é o pulmão do time: Carlinhos Paraíba. Ele foi um dos poucos ontem que incorporou o espirito de um clássico, ao tentar tomar a bola, caído no chão, no meio de três santistas.

Não acho sinceramente que mudar o treinador cure 100% desse mal. É preciso, a meu ver, uma mudança de postura séria. Entenderem que em clássicos não se pode brincar, tem que correr, dar carrinho, gritar, sujar o uniforme em pról da vitória, coisa que anda muito longe dos lados do Morumbi....

Por Fábio Laudonio
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A Hipocrisia chegou ao futebol?


Por Fábio Laudonio

E finalmente acabou a primeira fase do Paulistão. Para os sádicos, essa fase inicial foi um prato cheio. Já para os lúcidos, uma agonia que parecia interminável: Nada como jogar exatas 19 rodadas para acabar o turno na liderança e jogar tendo embaixo do braço apenas a "vantagem" de poder decidir o jogo em casa. Empate? Saldo de gols? Nada disso existe no maravilhoso mundo de regras do Campeonato Paulista...

Acho o regulamento do Paulistão fraquissimo o e não há quem possa me convencer do contrário: Jogos desinteressantes, equipes fracas, vantagem pífia para quem se classifica nas primeiras posições e por ai vai.

Veja por exemplo a diferença do campeonato carioca. Mesmo sendo de um nível infinitamente mais fraco do que o paulistão, o regulamento do torneio acaba engradecendo a sua forma de disputa: Dois turnos, com os campeões de cada turno disputando a final numa melhor de dois jogos. Caso a mesma equipe vença os dois turnos é sagrada campeã carioca automaticamente.

Não vejo porque São Paulo tenha que parecer alheio ao que dá certo (se o regulamento do carioca fosse ruim, o Rio Grande do Sul não o copiaria, por exemplo). Isso me parece um orgulho besta de admitir que o Rio de Janeiro implantou um sistema de campeonato estadual muito mais efetivo e emocionante do que o nosso.

Mas, pior do que isso, é ter que ouvir, depois de 19 rodadas, jogadores reclamando que não terão nenhuma vantagem na fase mata mata além de poder decidir as partidas em casa. Ora bolas, o regulamento não é a mesma porcaria desde o começo do campeonato? Porque não exigiram mudanças antes do torneio começar? Acho que chorar agora depois que classificou em primeiro ou segundo, com uma penca de pontos na frente do sétimo colocado, por exemplo, me parece muito hipócrita.

E você leitor do blog, o que acha do regulamento do Paulistão? Acha justo os jogadores e treinadores reclamarem do regulamento do campeonato só agora? Responda nos comentários.

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A lição do gol 100 de Ceni


Por Fábio Laudonio


Primeiramente Gostaria de pedir desculpas aos leitores do blog ( pela enésima vez ). Meu tempo anda muito escasso e, muitas vezes, acabo não postando com a frequência que esse nobre espaço merece.

Tivemos muitos acontecimentos marcantes no esporte nesse grande hiato que tivemos aqui no blog. O mais emblemático deles, é claro, foi o centésimo gol de Rogério Ceni. Quem, assim como este que vos escreve, esteve na Arena Barueri no último dia 27 de março presenciou um momento mágico da história do futebol.

No estádio pude perceber o quanto os companheiros de Ceni comemoraram o gol marcado por seu capitão. Muitos ex jogadores, goleiros que tomaram um gol do arqueiro artilheiro deram, durante a semana, os parabéns ao feito do goleiro são paulino

Isso me fez lembrar algo que sempre pensei: Você não vence sozinho na vida. Cada treinador que passou pelo São Paulo, desde Muricy Ramalho, que o deixou cobrar faltas, até essa segunda passagem do Carpegiani tem em seus trabalhos sua parcela pelo sucesso. Os jogadores, que deixaram de bater faltas pelo respeito ao goleiro matador.Os adversários, que sempre valorizavam defender uma falta batida cirurgicamente por Ceni.

Mais do que um recorde alcançado, o gol 100 de Ceni prova que, com a ajuda de outras pessoas, e acreditando no seu potencial você sempre poderá voar mais alto.
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Uma criança com seu olhar.....


Por Fábio Laudonio

Não sou uma pessoa que escreve textos a esmo para aparecer, ou mesmo ser uma pessoa que gosta de redigir sem ter uma ideia fixa, a ficar olhando para a tela do pc em busca de alguma inspiração. Curto escrever textos sobre temas que me surgem durante o dia a dia. Ontem, no molhado Morumbi, presenciei uma cena que me fez refletir algumas coisas.

Quem me conhece bem sabe que adoro futebol (ia falar amo mas acho a palavra amo muito forte pra ser usada a esmo ). Quando criança minha mãe queria porque queria que torcesse para o Palmeiras ( por causa da descendência italiana da família), mas não conseguia sentir nada por aquele time de verde.

Curtia mais assistir aos jogos com meu pai de uma certa equipe que despontava para o futebol nacional, tentando ainda se afirmar como uma grande potência em sua própria cidade. Desde que me conheço por gente acompanho o São Paulo como um pai exigente acompanha o filho: Critico pesado quando tem que criticar, e elogio como tem que elogiar. Nem mais, nem menos.

Resolvi ir ao Morumbi ontem para ver São Paulo e Palmeiras com um amigo e a namorada dele. Uma chuva infernal caiu sobre São Paulo, me fazendo imaginar que São Pedro vive em uma banheira e nós somos o ralo onde ele escoa toda sua água.

No meio da chuva resolvemos nos abrigar em um local coberto, perto da entrada dos ônibus dos jogadores. Nisso, um menino, que tinha vindo pela primeira vez ao estádio grita com entusiasmo para o pai: “Pai, olha isso, o São Paulo está chegando”. O pai sorriu com a afirmação contente do filho, que parecia ter esquecido a chuva que havia tomado alguns minutos antes.

Numa fração de segundos, o garoto começou a questionar ao pai se podia entrar em campo com os jogadores. O pai respondeu que não dava. Nisso um segurança do Morumbi virou para o garoto e disse: “criança, venha no Morumbi um outro jogo e com duas horas de antecedência “. O menino abriu aquele sorriso maroto de criança e disse: “Poderei conhecer o Rogério Ceni?”.

Isso me fez ver sobre a importância de termos profissionais gabaritados para orientar os jogadores de que eles não são só operários fazendo uma obra no gramado, e sim fonte de esperanças e alegrias de várias crianças como a que presenciei ontem.

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E ainda se fala da taça das bolinhas...



Por Fábio Laudonio

Primeiramente gostaria de pedir desculpas por minha quase eterna ausência no Blog. Ficar mais de um mês sem postar não é digno de um blogueiro (se é que posso me proclamar assim).

As últimas semanas foram muito movimentadas no mundo da bola (aposentadoria do Ronaldo, Roberto Carlos indo para a Rússia, seleção sub 20 sendo campeã e dando show) e por ai vai.

Porém, o principal assunto da mídia esportiva foi à decisão estapafúrdia da CBF de entregar a taça das bolinhas para o São Paulo e, na semana seguinte, homologar o título de 87 do Flamengo e pedir a taça de volta!

Não me surpreendi com essa decisão, pois a CBF é especialista quando se fala na politica do pão e circo. Sempre quando citam o nome Ricardo Teixeira eu o imagino como aqueles donos de emissoras do interior: sentado com os pés na mesa, calçando um par de chinelos havaianas com um palito na boca. O típico coronel tupinambá.

Achei que o picadeiro havia encerrado suas atividades depois que os títulos homologados a Palmeiras e Santos (que pasmem fez o verdão ser campeão brasileiro duas vezes no mesmo ano) tinham sido proclamados pela imprensa aos quatro ventos. Mas, em se tratando de CBF e seus micos amestrados, sempre podemos nos surpreender...

Não vou ficar aqui explicando o que aconteceu na famigerada e já morta (porem jamais enterrada) Copa União (essa sim merecia o apelido de Jason). Todos já cansaram de ouvir essa historinha nefasta sem pé nem cabeça que assombra os sonhos de alguns torcedores.

Eu acho que o Flamengo foi o campeão de 1987 (tudo bem que sem chancela da CBF na época poderia ser considerado um torneio quase que pirata). E também acho que o Sport foi campeão.
O que não entendo é: Porque o Flamengo, que no caso seria penta desde 1992 foi correr atrás da taça das bolinhas só depois que outro clube alcançou o feito do penta nacional? Arrogância? Desleixo? Nunca saberemos.

A única certeza que temos é: A CBF conseguiu finalmente minar o clube dos 13. Ela fez com que os três clubes de maior torcida do país (Corinthians, Flamengo e São Paulo) se odeiem. Com isso, o caminho estará livre para Ricardo Teixeira e a Globo continuarem a mandar e desmandar no futebol brasileiro por muitos e muitos anos.

E a taça das bolinhas? Bom, a taça das bolinhas não passa de um objeto de mau agouro, que simboliza tudo que é de podre na história do futebol brasileiro, e devia ser derretida como símbolo de uma era que ainda estamos tentando esquecer...


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Neymar e Ganso já são melhores que Robinho e Diego?





Por Fábio Laudonio

Depois da acachapante vitória da seleção sub 20 ontem contra o Paraguai ( com um show de Neymar) me peguei pensando: Será que a dupla Neymar e Ganso já é melhor que Diego e Robinho?

Robinho e as famosas pedaladas contra o Corinthians, na final do Brasileirão de 2002

Analisemos os fatos: Diego e Robinho surgiram naquele time até então desacreditado do Santos em 2002. Foram os protagonistas de uma ótima equipe que contava com craques como Elano, Renato , Léo e Alex. Conquistaram o título depois de vencerem adversários como São Paulo e Corinthians. Ambos foram para a Europa e não explodiram da forma que todos esperavam: Robinho fracassou no Real Madrid, foi para o Manchester City onde também não teve muito destaque, e hoje amarga o banco do Milan.

Diego atuando pelo Santos

Diego foi para o Werder Bremen, da Alemanha, onde conseguiu fazer boas temporadas, o que lhe rendeu uma transferência para o Juventus, da Itália. Na velha bota, o meia fracassou, e teve uma volta melancólica ao futebol alemão que tanto o acolheu.

Ganso comemorando um gol

Já Neymar e Ganso estão indo em caminhos opostos a dupla santista de 2002. Ganso se machucou no meio do ano passado, mas já provou do que é capaz no começo de 2010. Com passes precisos e jogadas cerebrais, o meia mostrou um talento que há muito tempo não se via nos gramados brasileiros.


Neymar e uma de suas danças comemorativas

Neymar desponta como sendo o melhor jogador brasileiro em atividade no país. Sua atuação de gala contra o Paraguai pelo mundial sub 20 assombrou o mundo. Dribles desconcertantes, arrancadas ousadas e arremates precisos. O futebol show do atacante de apenas 18 anos é a verdadeira imagem do futebol arte

















E para você, leitor do blog, qual dupla foi melhor: Diego e Robinho ou Ganso e Neymar? Postem nos comentários.
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Messi é o melhor do mundo pela segunda vez. Justo!




Por Fábio Laudonio

Messi realmente é um fenômeno. O argentino, com apenas 23 anos, conseguiu o feito de ser eleito o melhor do mundo pela segunda vez. Gênios como Ronaldo e Zidane, com 3 taças de melhor do mundo cada, não obtiveram essas glórias numa idade tão precoce quanto o argentino.

Messi com a camisa da seleção argentina. Craque ainda não consegue repetir as atuações do Barcelona na seleção de seu país

A temporada de Messi teve altos e baixos: Desde a perda da Liga dos Campeões até o titulo espanhol, embrulhados por uma Copa do Mundo medíocre. Muitos achavam que o título de melhor do planeta ficaria com um de seus companheiros de time, os campeões da Copa pela Espanha Xavi e Iniesta.

Messi erguendo a taça da Liga dos Campeões pelo Barcelona

Mas, mesmo sem ter ganho muitos títulos em 2010, Messi ainda está um degrau acima dos demais. O nível que seu futebol atingiu hoje, com dribles desconcertantes, arremates precisos e objetivos o deixam um degrau acima de todos os seus concorrentes.


Craque é idolatrado pela torcida catalã

Por isso, não duvido que ele estará ano que vem no mesmo pódio, para erguer a taça de melhor do mundo de 2011. Seria o terceiro titulo de melhor do mundo, e por 3 anos seguidos....te cuida Maradona, a Argentina tem um novo rei!


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Eu sou é Tricolor!





Por Fábio Laudonio

Como se por uma coincidência do destino, o hino do Fluminense parece ter sido feito para retratar as várias fases do time no campeonato brasileiro de 2010. Eis elas:

Sou tricolor de coração - Ninguém ousa duvidar que o Fluminense possui um hall de torcedores ilustres. Nomes como Chico Buarque, Nelson Rodrigues e o eterno mestre Telê Santana são algumas das personalidades que já desfilaram com a camisa do tricolor das laranjeiras em anos mais tranquilos do que os recentes, marcados por insucessos em finais de campeonatos e até uma luta para escapar do que seria o terceiro rebaixamento do clube, em 2009 ( havia caído em 1997 para a série B e em 1998 para a série C ). A torcida do Flu, que sempre foi conhecida por ir pouco aos estádios, comprou a ideia de abraçar a equipe do começo ao fim. Uma mudança de postura que acabaria sendo fundamental para a conquista da taça.

O eterno Nelson Rodrigues com a camisa do Flu

Sou do clube tantas vezes campeão – 30 campeonatos cariocas, dois torneios Rio São Paulo, uma Copa do Brasil, um Torneio Roberto Gomes Pedrosa e, a partir de 2011, dois Campeonatos Brasileiros. A primeira conquista de Brasileiro do Flu veio em 1984. Capitaneado por Assis e comandado no banco por Carlos Alberto Parreira, o time venceu uma final eletrizante contra o Vasco da Gama de Roberto Dinamite. Quem diria que a espera para gritar novamente “É Campeão do Brasil” demoraria tanto tempo...


Time do Fluminense campeão brasileiro de 1984

Fascina pela sua disciplina – Nenhum jogador campeão pelo Fluminense esse ano ilustra melhor essa frase do que o argentino Dario Conca. O meia conseguiu o recorde de ter participado de todas as 38 partidas do campeonato, sendo na maioria delas o maestro da equipe, aquele encarregado de municiar os atacantes. Seus companheiros também não ficaram atrás, e ajudaram a formar um time que perdeu apenas 7 vezes , levou 36 gols e fez 62, um saldo positivo de 26.


Conca foi a alma da equipe.

O Fluminense me domina - Muricy chegou ao Fluminense em Abril desse ano. Trazia consigo a desconfiança de grande parte da imprensa, que insistia em creditar seu recente sucesso no campeonato de pontos corridos a estrutura que havia encontrado nos anos em que comandou o São Paulo Futebol Clube, e que culminaram com a conquista de três títulos brasileiros consecutivos. Em 2009, após mais um fracasso na Libertadores, o casamento do treinador com a equipe paulista chegou ao fim. Era hora de respirar novos ares, e Muricy acertou com o Palmeiras para a disputa do Campeonato Brasileiro daquele ano. O treinador começou fazendo um ótimo trabalho, chegando a liderar o torneio com uma grande margem de distância perante o segundo colocado. Contudo, o clima ruim que infestava o Palmeiras acabou jogando o trabalho do treinador no lixo. A equipe caiu de produção e Muricy foi demitido do Palestra Itália.
Na primeira coletiva como treinador do Fluminense, Muricy exaltou o elenco da equipe, e cobrou que a longo prazo fosse melhorada a estrutura do clube. Com sua eterna frase de “ aqui é trabalho meu filho”, o treinador blindou o elenco do clube carioca, implantou sua filosofia e levou o Flu ao seu segundo titulo brasileiro na história. De quebra, Muricy ainda se tornou o treinador que mais vezes ganhou o campeonato Brasileiro em uma década: quatro vezes, superando Rubens Minelli, com três conquistas, e tirando de si o estigma de que a estrutura do São Paulo que o propiciou a ganhar as taças, e não o seu talento natural em montar equipes competitivas....

Muricy: Mais um título do "homem trabalho"

Eu tenho amor ao tricolor
: É o que cantam os tricolores de norte a sul do país a essa equipe de guerreiros. Parabéns Fluzão!

Fique abaixo com um vídeo, feito pela Adidas, mostrando lances da conquista:










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Festa do Caqui


Tá rindo de que Juvenal?

Por Fábio Laudonio

Festa do Caqui é um termo muito utilizado para se retratar uma situação de verdadeira bagunça. Então nada mais plausível para mim em imputar essa alcunha nada honrosa a atual fase do São Paulo Futebol Clube no Brasileirão 2010.

Lembro que falei para amigos a longos meses atrás a seguinte frase: “Depois de não termos ganho um clássico no Paulistão, de termos sido eliminados da Libertadores pifiamente, de estarmos virando freguês de uma penca de times, essa “equipe” que atualmente enverga a nossa ainda gloriosa camisa não pode fazer mais nada que possa nos envergonhar ainda mais”. Mas, ao que parece, a cada rodada, eles tentam se superar, a ponto de caminhar, a longos passos, rumo à suprema vergonha que uma equipe de futebol pode passar: Lutar para escapar do rebaixamento.

Posso escrever aqui n textos sobre como o Tricolor chegou a essa situação pífia, que vão desde uma diretoria sem comando a jogadores que os nossos “humildes e amados” cardeais nos empurraram goela abaixo (90% deles de qualidade muito duvidosa). Sou obrigado, ainda por cima, a notar que a principal preocupação de nossa torcida seja que o time não irá a Libertadores 2011, levar a sua surra ultimamente habitual para algum irmão brasileiro.

Libertadores, por sinal, que é um pouco culpada por algumas de nossas mazelas. Desde 2007, montamos para essa competição elencos medíocres. Se perder, tudo bem, afinal, ano que vem estaremos lá novamente. Essa mentalidade retrógrada e conformista nos trouxe n recordes negativos na competição até então inimagináveis para a nossa camisa.

Não adianta a torcida ficar pensando em ir a Libertadores, para o mesmo circo de 2010 ser repetido em 2011. Precisamos nos esforçar em mudar a nossa mentalidade e a do clube em achar que só a Libertadores presta. Estamos faz tempo usando o Paulistão de treino de luxo, e de chacota para nossos rivais nos eliminarem nas semifinais. A torcida humilha a Copa do Brasil, dizendo ser um torneio de quinta categoria que, diga-se de passagem, passamos muito tempo disputando, e não ganhamos nenhuma.

Falar que precisamos contratar jogadores de mais qualidade, dispensar as laranjas podres e subir ainda mais a base é bater na tecla da obviedade. Contratar um treinador também faz parte das necessidades básicas de um departamento de futebol coerente. Não me preocupo com Libertadores 2011, e sim em ter de volta a nossa estrutura, que é e sempre será o motivo de orgulho do São Paulo Futebol Clube.



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Minha Participação no Programa do Chammas na Trianon AM!

Por Fábio Laudonio

Fala galera. Pois é, quem diria que eu iria participar de um programa de rádio, e ainda por cima passando na íntegra uma entrevista que fiz com um atleta olímpico? Confiram como foi a minha participação no programa Rio Olimpíada Brasil do radialista Alberto Chammas, pela rádio Trianon AM.

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E eles realmente escreveram o futuro.....

Por Fábio Laudonio.

Chegamos as semi finais da Copa do Mundo. Antes do inicio do torneio, um comercial da Nike, intitulado “Escreva o Futuro” mostrava uma vasta seleção de craques disputando um jogo. Na partida, cada um dos atletas, vestindo a camisa de suas respectivas seleções tenta, em uma jogada, mudar o destino da partida, e consequentemente de suas vidas. Quem diria que, durante a copa, a maioria deles alteraria mesmo o futuro. Para pior.....

A começar por Fábio Cannavaro, zagueiro capitão da seleção italiana. No comercial, Cannavaro aparece tirando uma bola em cima da linha. Quem diria que, durante a copa, o zagueiro fosse fazer exatamente o contrário, sendo protagonista de lances bizarros, que ajudaram e muito a afundar a atual campeã do mundo em uma campanha vergonhosa: 2 empates e 1 derrota, e a lanterna do grupo considerado o mais fácil da Copa...

Cannavaro lamenta a eliminação precoce da Itália.

A Costa do Marfim, de Didier Drogba, chegou a Copa com o rótulo de ser a melhor seleção africana da atualidade, em que pregava o futebol ofensivo e técnico. Durante o torneio, a seleção do atacante mostrou-se completamente o contrário: Uma seleção formada apenas por jogadores fortes, que gosta e muito do famoso jogo sujo lotado de pontapés. Resultado: Terceiro colocado de seu grupo e uma saída prematura, além é claro de perder o status de melhor seleção africana para Gana, que chegou até as quartas de final.

De nada adiantou o esforço para se recuperar de uma lesão no braço. Drogba afundou junto com a Costa do Marfim...

Já Ribery, cotado como o novo astro da seleção francesa depois da saída do eterno Zidane, acabou engolido pelo verdadeiro circo que se tornou a França. Os Bleus amargaram uma campanha digna de filmes de comédia, onde teve de tudo: Brigas internas, jogador pedindo pra sair, treinador sem comando, abolição de treinamentos. O resultado disso não poderia ser outro: um empate e duas derrotas, com apenas um gol marcado...

Ribery deve estar com saudade das jogadas geniais e salvadoras de Zizou....

No comercial, a parte que mais impressiona é a que reetrata o do futuro do atacante Wayne Rooney da Inglaterra. Na ficção, o atleta erra um passe, que propicia um imenso contra ataque. A mente de Rooney logo imagina as consequências daquele engano, que iam desde fãs histéricos rasgando pôsteres com sua imagem, a uma velhice onde se encontrava gordo e rotulado como um fracasso. Isso até poderia mesmo acontecer, pois a Inglaterra em copas é o mesmo de sempre: Entra como favorita, classifica-se jogando um futebol de qualidade duvidosa, e sucumbe diante da primeira adversidade. Para variar, o roteiro na Copa da África foi mantido: Derrota nas oitavas de final por 4 a 1 para a Alemanha, e uma volta precoce, que já é rotina para os amantes do futebol...

Rooney pouco fez na péssima campanha da Inglaterra.

O Brasil estava sendo representado por ninguém menos que Ronaldinho Gaúcho e seus dribles desconcertantes. Como o jogador não foi convocado para a “mega habilidosa” seleção do “estrategista” Dunga, o jeito foi fazer um outro comercial com lances de um atleta canarinho que foi convocado: Robinho. O atacante não fez uma Copa ruim é verdade. Era um dos poucos que tentava chutar a gol de fora da área, ou talvez partir para cima do adversário em um lance mais incisivo. Mas, o futuro do craque foi bem diferente do retratado no comercial da Nike. Em vez do samba da vitória, o que se ouviu foi mais parecido com uma marcha fúnebre depois da desclassificação nas quartas de final diante da Holanda.

Robinho, assim como vários atletas do Brasil, se preocuparam mais em reclamar com o juiz do que a jogar futebol.

E finalmente, chego agora na maior estrela de comerciais da Nike da atualidade: Cristiano Ronaldo. O gajo é quem encerra a propaganda, prestes a cobrar uma falta pela seleção portuguesa. Cristiano Ronaldo parece ter entrado na copa achando que seu marketing pessoal o faria jogar bola, ou pelo menos aparecer bem diante das câmeras, o que aparenta ser a sua principal preocupação. Tudo bem que a seleção portuguesa não ajuda muito, mas para quem já foi considerado o melhor do mundo, o gajo ficou devendo, e caminha a passos largos para se tornar um novo David Beckham: mais conhecido pelo marketing do que pelo que produz dentro das quatro linhas.


A maior preocupação de Cristiano Ronaldo durante a Copa: Ver se estava aparecendo bem no telão.....

Dos atletas que se destacam no comercial, apenas os espanhóis Gerard Piqué, Andres Iniesta E Cesc Fabregas continuam vivos no mundial. A Espanha encara a fortíssima Alemanha na quarta feira já pelas semi finais. É aguardar para ver se o trio conseguirá escrever o futuro promissor retratado na propaganda, ou se sucumbirão diante da dura realidade dos outros astros da empresa. É esperar pra ver.
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Carta Aberta a Washington





Por Fábio Laudonio.


De: Fábio Laudonio

Para: Washington.


Prezado Washington, resolvi lhe escrever referente a sua situação no São Paulo Futebol Clube. Decidi mandar por carta mesmo, pois esse veículo de comunicação já é tão ultrapassado quanto o seu futebol...

Talvez você, no auge de sua sabedoria, não saiba o que significa a palavra desagregar. Desagregar, meu caro Washington, é exatamente o que você esta fazendo ao elenco do Tricolor. Suas constantes reclamações sobre sua titularidade transformam o belo ambiente do clube em um esgoto a céu aberto, que alimenta e muito alguns roedores da imprensa esportiva, que ficam roçando as mãos a espera de uma crise no Morumbi.

Washington, se você conhecesse um pouco da história do São Paulo...... Já tivemos tantos e tantos jogadores melhores que você, com mais estrela que você, com mais amor a camisa que você, com mais espírito de grupo que você. Citarei somente alguns: Raí. Leônidas da Silva, Pedro Rocha, Dario Pereira, Toninho Cerezo. Nenhum deles, meu caro Washington, chiava da forma que você chia, e olhe que todos são jogadores a nível de seleção...

Quem dera eu, meu caro Washington, que você ganhasse o salário que a maioria do povo brasileiro ganha, muitas vezes trabalhando em condições medíocres, sem perspectiva alguma de futuro ou crescimento profissional. Esses,Washington, não podem chorar, pois, se o fizerem, correm o risco de perderem o emprego, ou até pior, de nem serem ouvidos....

Na chegada de um profissional melhor, meu caro atacante, o que você deveria ter feito era tentar aprender algo com ele, no seu caso Fernandão. Talvez, se você fosse um pouco mais humilde, você poderia ter melhorado o seu futebol, e, com isso, auxiliar a empresa que você trabalha. É provável que Fernandão também tenha algo a aprender contigo afinal ninguém sabe tudo nessa vida rapaz....

Por isso, meu caro avante, quero apenas lhe deixar uma frase, que espero que ecoe nos seus ouvidos: O São Paulo Futebol Clube pode sobreviver sem você, sem este que vos escreve, e sem muitos outros profissionais que estão ali dentro, porque é um clube de uma grandeza imensurável. Talvez por isso, meu caro Washington, suas atitudes, diante do Tricolor, se tornam ainda menores do que já são....
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Crônica: Dunga e os Sete Anões







Por Fábio Laudonio.

Futebol bonito, vistoso, rápido, com vários dribles e descontração. Isso é o que se espera de qualquer jogador que vai a Copa do Mundo representando a Seleção Brasileira. Mas, para 2010, esses paradigmas parecem que foram jogados no lixo.

Carlos Caetano Bledorn Verri, treinador do Brasil, resolveu contrariar a vontade de todos os torcedores, e chamar uma seleção bizarra, com jogadores que mal ostentam o banco em seus respectivos clubes, deixando de lado n craques que poderiam (e podem) desequilibrar uma Copa.

Dunga é o apelido desse cidadão dado por seu tio que, quando pequeno, achava que o mesmo não iria crescer muito. O nome foi tirado do desenho A Branca de Neve e os Sete Anões, um clássico de Walt Disney. E realmente o nosso Dunga não ostenta somente as características do Dunga do desenho, que só faz trapalhadas, pouco fala e escuta. Depois da convocação da seleção na última terça feira, Dunga poderia agregar características de outros anões do desenho:

Os sete anões no desenho.

Dunga poderia ser o Atchim. Assim como o anão que vive constantemente doente, espirrando por todos os lados, Dunga parece viver de uma doença crônica chamada teimosia. O que pensa é o certo, e ponto final.

Dunga poderia ser o Soneca. Sua seleção causa sono em qualquer espectador, com um futebol burocrático, chato e pragmático, bem diferente da mística do Brasil.

Mas nenhum lhe caberia tão bem quanto o Zangado. Dunga já provou, diversas vezes, sofrer de um mau humor crônico, sempre pronto para fulminar algum jornalista que lhe pergunte algo que, em sua visão, lhe desagrade.

O anão Dunga de Walt Disney


Engana-se quem acha que Dunga só atribuiu características dos personagens de conto de fadas a si mesmo. O treinador conseguiu, de uma forma medíocre, rotular o povo brasileiro de Dengoso, pois todos têm vergonha de saber que tantos craques ficaram de fora, em uma lista repleta de interrogações.

Dos sete anões citados, só sobraram dois: Feliz e Mestre. Ambos só serão atribuídos a Dunga ou ao povo Brasileiro no fim da Copa. Por enquanto, o povo está com a carapuça de Mestre, e Dunga com a de Feliz. Porém, já temos uma certeza: Dunga, mesmo se ganhar, estará longe de ser um mestre. E o povo brasileiro, com a vitória, não estará 100% feliz em saber que a sua vontade não foi feita, pois, assim como 1994, ficará aquele gosto de um título aos trancos e barrancos, estilo Dunga de ser...
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O time precisa de uma base...




Por Tayguara Ribeiro.

Que o técnico do São Paulo Futebol Clube, o ilustríssimo senhor Ricardo Gomes, não conseguiu dar base, tampouco consistência a equipe é evidente a qualquer pessoa que assista a uma partida do Tricolor.

No entanto, um outro quesito tem preocupado muito mais os torcedores do Tricolor Paulista: as categorias de bases. São Paulo, Corinthians, Santos e Cruzeiro são os clubes brasileiros que mais revelam grandes jogadores. Pelos lados do Morumbi, apenas citando nomes recentes, surgiram atletas como: Kaká, Breno, Alex Silva e Denílson.


Kaká, em sua estréia pelo São Paulo diante do Botafogo na final do Rio São Paulo de 2001. Do Morumbi para o mundo.

Mas nos últimos anos, a diretoria do clube prefere apostar nos medalhões. Henrique, Lucas Gaúcho, Sérgio Mota, Diogo e Mazzola têm poucas ou nenhuma oportunidades no time principal.


O goleiro Richard é levantado pelos companheiros, depois de brilhar nas cobranças de penaltis da final da Copa São Paulo de Júniores desse ano. Poucos atletas desse time tiveram oportunidade na equipe principal.


A lateral-esquerda é claramente um problema e talvez Diogo pudesse resolver. Mazzola foi emprestado e outros garotos do time júnior estão em litígio com o São Paulo.


Oscar, uma das maiores promessas do Tricolor nos últimos anos, é um dos atletas que está buscando o desligamento do clube na justiça. A falta de oportunidades no time profissional é a principal queixa do meia.


O presidente Juvenal Juvêncio não deve simplesmente mandar todos embora e botar a molecada pra jogar. Contudo o elenco Tricolor precisa de uma reformulação e isso passa, sim, por algumas apostas nos jovens valores do São Paulo.

Basta ver que os dois atacantes do Cruzeiro e o artilheiro do Atlético Mineiro nasceram pro futebol no Morumbi. Juntos Thiago Ribeiro e Kleber , o Gladiador, já marcaram 27 gols pela Raposa. Diego Tardelli se consolidou no futebol mineiro e tem sido um dos destaques do Galo. Será que um dos principais clubes da América do Sul e porque não dizer do futebol mundial não está sabendo aproveitar os seus talentos?


Kleber e Thiago Ribeiro, a dupla que possui o melhor ataque da Libertadores desse ano, foram revelados pelo Tricolor Paulista.
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